“As pessoas migrantes contribuem em todos os níveis da sociedade”, afirmou Amy Pope, diretora-geral da OIM. “Elas constroem economias, conectam comunidades e fortalecem a resiliência diante de crises que se multiplicam. Quando investimos na migração segura, ordenada e regular, ela se torna uma parte central de como construímos sociedades mais fortes e conectadas.”
A OIM chamou atenção para o fato de que a migração ainda é subfinanciada e pouco integrada aos planos de desenvolvimento nacional. Para reverter esse cenário, a organização defendeu a criação de mecanismos que tornem os fluxos migratórios mais seguros, previsíveis e benéficos — tanto para quem parte quanto para quem acolhe.
- Redução do custo das remessas internacionais;
- Fortalecimento de sistemas digitais inclusivos;
- Incentivo a investimentos produtivos da diáspora;
- Uso de dados qualificados para mapear deslocamentos e criar soluções com maior impacto social e econômico.
Um exemplo prático é o Fundo Fiduciário Multiparceiros para a Migração, mecanismo que apoia projetos inclusivos e baseados em direitos humanos nos países de origem, trânsito e destino. Desde seu lançamento, o fundo já financiou 27 programas conjuntos e, agora, a OIM busca ampliar seu alcance para US$ 150 milhões até 2026.
Compromisso de Sevilha: uma nova rota para o financiamento global
Como resultado central do evento, foi firmado o Compromisso de Sevilha — um pacto político que visa reestruturar o financiamento para o desenvolvimento, priorizando a inclusão social, a sustentabilidade ambiental e a efetividade dos investimentos.
A OIM, que integra a Força-Tarefa Interagências das Nações Unidas sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, reforçou que remessas, mobilidade humana e investimento da diáspora são ferramentas concretas para preencher lacunas históricas e alcançar as metas globais até 2030.
“A migração é um movimento de esperança. Com o financiamento certo e políticas visionárias, ela pode ser uma ponte de transformação — para países, famílias e comunidades inteiras”, conclui Amy Pope.
Impacto direto para os imigrantes brasileiros
Para os brasileiros que vivem fora do país — especialmente na Europa — essa movimentação internacional é crucial. Com milhões de brasileiros fazendo parte das comunidades migrantes no mundo, políticas que reconheçam sua contribuição econômica e humana são essenciais. A possibilidade de ver suas remessas valorizadas, seus negócios fortalecidos e seus direitos respeitados está diretamente ligada aos tipos de financiamento e políticas defendidas em encontros como este. É hora de colocar o migrante no centro das decisões globais — e isso inclui o Brasil que pulsa fora do Brasil.
Mais informações estão disponíveis no Centro de Mídia da OIM.











