A iniciativa reúne informações práticas sobre saúde, trabalho, educação, moradia e acesso à justiça, além de orientar sobre riscos e possibilidades de regularização.
Orientação acessível e suporte multilíngue
O material informativo disponibilizado pelo sindicato está traduzido em vários idiomas, incluindo o português. Isso permite que brasileiros tenham acesso direto às informações sem depender de terceiros.
Além disso, centros de apoio oferecem atendimento confidencial, com profissionais que orientam sobre direitos e caminhos possíveis dentro da legislação suíça.
Direitos básicos mesmo sem documentos
Segundo o Unia, imigrantes sem autorização de residência continuam protegidos por direitos fundamentais. Entre eles:
- Saúde: acesso a atendimento médico, seguro de saúde e cuidados essenciais;
- Trabalho: direito a receber salário combinado, mesmo sem contrato formal;
- Educação: crianças podem frequentar a escola normalmente;
- Justiça: possibilidade de denunciar abusos e buscar reparação.
A organização destaca que acordos de trabalho, mesmo verbais, são considerados válidos, e empregadores não podem se recusar a pagar pelo serviço prestado.
Apoio contra abusos e exploração
Imigrantes em situação irregular estão entre os mais vulneráveis a exploração, especialmente em setores como limpeza, construção civil, hotelaria e agricultura.
O sindicato orienta trabalhadores a guardar provas como mensagens, contratos e registros de pagamento, que podem ser usados em processos judiciais.
Também é possível se filiar ao sindicato mesmo sem status legal, o que garante acesso a suporte jurídico e representação em disputas trabalhistas.
Regularização é limitada
A Suíça possui regras rígidas para concessão de residência a cidadãos de fora da União Europeia. A regularização costuma ocorrer apenas em situações excepcionais, como casos de vulnerabilidade extrema ou reagrupamento familiar.
Iniciativas pontuais, como o programa “Opération Papyrus” em Genebra, já permitiram a regularização de milhares de imigrantes, mas não são aplicadas de forma ampla em todo o país.
O Unia destaca que o acesso à informação é essencial para reduzir abusos. O medo de ser denunciado ainda impede muitos imigrantes de buscar ajuda, mesmo quando seus direitos são violados.
Por isso, centros de aconselhamento funcionam com sigilo profissional e não compartilham informações com autoridades migratórias.
Clique aqui e acesse o site da UNIA
Guia do imigrante brasileiro na Europa: criamos um guia completo de suporte informativo – clique aqui.











