A Espanha aparece como o principal destino para nômades digitais em 2026, segundo o Digital Nomad Visa Index. O ranking coloca o país à frente de Malta, Portugal, Alemanha e Hungria.
O levantamento reflete uma tendência global de expansão desse tipo de visto: mais de 50 países já oferecem programas específicos para trabalhadores remotos.
Europa lidera com foco em residência e benefícios
Países europeus dominam as primeiras posições do ranking por oferecerem pacotes mais completos, que combinam autorização de residência com benefícios fiscais e possibilidade de permanência a longo prazo.
Diferente de outros destinos, onde os vistos são temporários, países como Espanha e Portugal vêm estruturando modelos que permitem evolução para residência permanente.
Exigência de renda aumenta
O estudo também aponta que os requisitos financeiros estão mais elevados em 2026.
Na Estônia, por exemplo, o rendimento mínimo exigido chega a €4.500 por mês. Em Portugal, o valor é de cerca de €3.680, enquanto na Espanha o mínimo gira em torno de €2.849 mensais.
Com isso, cresce a diferença entre destinos considerados mais acessíveis e aqueles com exigências mais altas para entrada.
Expansão global de vistos para trabalho remoto
Dados do EY Global Immigration Index indicam que, até fevereiro de 2026, mais de 48 países já oferecem algum tipo de visto para nômades digitais ou trabalhadores remotos.
Novos programas seguem sendo lançados. A Bulgária criou sua autorização para nômades digitais em 2025, enquanto a Alemanha deve anunciar um visto específico para trabalho remoto ainda em 2026.
O avanço desses programas reflete a disputa entre países para atrair profissionais qualificados que trabalham de forma remota e movimentam a economia local.











