Cidadania na União Europeia: Alemanha lidera aumento histórico em 2024
O número de estrangeiros naturalizados disparou na última década. A Alemanha lidera em números absolutos, enquanto a Suécia possui a maior proporção.
Por Redação Eurobra
Primeiramente, a obtenção de cidadania na União Europeia cresceu de forma muito significativa. Segundo dados recentes do Eurostat, os países concederam cerca de 1,2 milhão de cidadanias em 2024. Portanto, isso representa um aumento impressionante de 54% em relação a 2014.
Além disso, na comparação direta com 2023, o crescimento foi de quase 12%. Nesse sentido, a grande maioria dos beneficiados é formada por cidadãos de fora do bloco europeu, representando cerca de 88% do total.
Em termos absolutos, a Alemanha lidera as concessões com folga. O país registrou aproximadamente 300 mil naturalizações em 2024. Consequentemente, esse número equivale a um quarto do total do bloco. Logo na sequência, aparecem a Espanha, com cerca de 250 mil, e a Itália, com 217 mil.
Confira o gráfico interativo
Veja os dados abaixo para entender a evolução das naturalizações.
Naturalizações de Brasileiros na União Europeia de 2014 a 2024, painel interativo com gráficos por país e ranking.
Naturalizações de Brasileiros na União Europeia (2014–2024)
Fonte: Eurostat — dataset migr_acqs | Dados anuais de aquisição de cidadania por ex-cidadãos brasileiros
O cenário da cidadania na União Europeia por proporção
Por outro lado, quando analisamos proporcionalmente à população estrangeira, a Suécia destaca-se. O país apresenta a maior taxa de naturalização, concedendo 7,5 cidadanias para cada 100 residentes não nacionais.
De modo semelhante, Itália, Espanha e Países Baixos também registram taxas elevadas. Em contrapartida, nações como Lituânia, Bulgária e Estônia aparecem com os menores índices do continente.
Entre as nacionalidades que mais adquiriram cidadania na União Europeia, os sírios assumem a liderança. Eles são seguidos por marroquinos, albaneses e turcos. Felizmente, os brasileiros também aparecem com destaque entre os dez principais grupos.
Como funciona o acesso e as regras
De fato, as regras variam bastante entre os diferentes países membros. No entanto, em geral, eles exigem residência legal contínua, comprovação de integração na sociedade e ausência de antecedentes penais.
Por exemplo, na Espanha, o prazo padrão é de 10 anos de residência. Contudo, cidadãos latino-americanos (como os brasileiros) podem solicitar o passaporte após apenas dois anos. Assim, o país torna-se uma das vias mais rápidas de acesso.
Já na Alemanha e na Itália, o tempo exigido tende a ser maior. Além disso, existem critérios adicionais rigorosos, como conhecimento do idioma local e aprovação em testes de integração.
Em suma, especialistas concluem que o aumento nas naturalizações reflete o forte crescimento da população imigrante. Simultaneamente, demonstra o resultado de novas políticas de integração adotadas pela Europa.
Fonte: Eurostat











