Migrar para a Europa sempre foi o sonho de muitos brasileiros, e Portugal, por sua proximidade cultural e linguística, tem sido historicamente um dos destinos mais escolhidos para iniciar essa jornada. No entanto, em 2025, novas medidas adotadas pelo governo português têm gerado apreensão entre imigrantes e candidatos à imigração.
No último dia 16 de julho, foi aprovado o primeiro pacote de medidas conhecido como “pacote anti-imigração”, sinalizando uma mudança de postura nas políticas migratórias do país. Além disso, o governo já anunciou que até o final de setembro pretende implementar regras mais rígidas para a concessão da nacionalidade portuguesa — o que poderá impactar diretamente brasileiros que têm ascendência portuguesa ou que residem legalmente no país e estavam prestes a solicitar a cidadania.
Apesar das mudanças, isso não é motivo para desistir do seu projeto de viver na Europa. A boa notícia é que o acesso à informação correta e atualizada continua sendo uma das principais chaves para garantir uma imigração segura, legal e consciente. Mesmo com leis mais restritivas, ainda é possível encontrar caminhos viáveis — desde que bem planejados e dentro da legalidade.
A seguir, reunimos um resumo das principais atualizações e notícias da última semana, após a aprovação do pacote anti-imigração, para que você entenda melhor o cenário atual e possa se preparar com clareza:
O que muda para cada tipo de visto com o novo pacote anti-imigração (2025)?
1. Visto de Nômade Digital (Visto de Rendimento Remoto)
Para quem trabalha online, remoto ou tem empresa fora de Portugal.
- Só pode ser solicitado fora de Portugal, no consulado do país de origem (ex: Brasil).
- Necessário comprovar meios financeiros: rendimento estável e pelo menos 10.440 € em conta.
- Não é mais possível regularizar depois de já estar em Portugal como turista.
Resumo: É preciso aplicar antes de viajar, com comprovação financeira clara.
2. Visto D7 (Rendimentos Passivos ou Aposentados)
Para quem tem aposentadoria, pensão, aluguéis ou investimentos como fonte de renda.
- Deve ser solicitado fora de Portugal.
- Comprovação financeira mais exigente, geralmente acima de 10.000 €.
- Não será mais possível aplicar já estando no país como turista.
Resumo: Exige mais preparo financeiro, mas continua sendo uma boa opção para quem tem renda passiva.
3. Visto D2 (Empreendedor ou Trabalhador Autônomo)
Para quem quer abrir um negócio ou atuar como freelancer em Portugal.
- Obrigatório aplicar ainda no país de origem.
- É preciso apresentar plano de negócios, contratos com clientes, NIF e recursos próprios.
- Deve comprovar que o negócio é viável economicamente.
Resumo: O visto ficou mais técnico e exige prova de capacidade de empreender.
4. Visto de Estudo
Para quem vai cursar faculdade, mestrado, doutorado ou cursos técnicos.
- Segue disponível, mas com exigência maior de comprovação de renda.
- Reagrupamento familiar limitado a filhos menores de 18 anos.
Resumo: Continua válido, mas com mais exigências financeiras e restrições para dependentes.
5. Visto CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)
Para cidadãos de países como Brasil, Angola, Moçambique, entre outros.
- Não será mais possível pedir autorização de residência já estando em Portugal.
- Solicitação deve ser feita no consulado fora do país.
- Exige comprovação de pelo menos 10.440 € em conta bancária.
Resumo: Continua acessível, mas precisa seguir as novas regras e apresentar documentação financeira sólida.
Regras gerais que afetam todos os vistos:
| Exigência | Nova Regra |
|---|---|
| Onde aplicar | Apenas fora de Portugal, nos consulados |
| Prova financeira | Mínimo de 10.440 € em conta (em média) |
| Reagrupamento familiar | Somente para filhos menores de 18 anos |
| Naturalização | 7 anos para CPLP, 10 anos para outros estrangeiros |











