Brasileiros podem usar cursos técnicos para entrar no mercado de trabalho na Europa

A União Europeia enfrenta um déficit de profissionais em diversos setores e tem apostado na formação técnica como solução para preencher vagas no mercado de trabalho. Áreas como saúde, tecnologia, transporte e energia estão entre as mais afetadas pela escassez de mão de obra.

De acordo com dados oficiais do bloco, cerca de 80% dos alunos que concluem cursos de formação profissional (EFP — Educação e Formação Profissional) conseguem emprego. A meta da UE é elevar esse número para 82%.

A EfVET, rede europeia que reúne mais de 450 organizações de ensino técnico em mais de 60 países, defende que esse tipo de formação tem papel central na preparação de trabalhadores para um mercado cada vez mais dinâmico e tecnológico.

Segundo a entidade, a rápida evolução das tecnologias e as mudanças econômicas exigem que trabalhadores atualizem suas competências com frequência. A formação profissional surge como uma alternativa prática, com cursos mais curtos e focados nas necessidades reais das empresas.

Especialistas destacam que jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como “NEET”, podem se beneficiar desse modelo de ensino para ingressar no mercado. A recomendação é que candidatos alinhem suas habilidades às áreas com maior demanda e busquem cursos que ofereçam conexão direta com empregadores.

Após a qualificação, os profissionais podem utilizar plataformas como a EURES, rede oficial da União Europeia que conecta candidatos a vagas em diferentes países do bloco.

Embora nem todos os cursos sejam gratuitos, muitos programas são financiados por governos locais ou pela própria União Europeia, especialmente para desempregados ou jovens em início de carreira.

A tendência, segundo especialistas, é que a formação profissional ganhe ainda mais espaço nos próximos anos, à medida que empresas buscam profissionais qualificados para acompanhar as transformações digitais e sustentáveis na Europa.

Como brasileiros podem aproveitar essas oportunidades na Europa

Brasileiros interessados em entrar no mercado de trabalho europeu podem utilizar a formação profissional (EFP) como uma das formas mais rápidas de qualificação. Esses cursos são voltados para áreas com alta demanda, como tecnologia, saúde, logística e energia, e muitas vezes possuem ligação direta com empresas que estão contratando.

Para começar, o primeiro passo é identificar quais setores estão com falta de profissionais no país de interesse. Em seguida, o candidato pode buscar cursos técnicos em instituições locais ou programas financiados pela União Europeia, muitos deles gratuitos ou com baixo custo.

É preciso já estar na Europa?

Nem sempre. Existem três caminhos possíveis:

  • Estando na Europa: é o cenário mais comum. Quem já possui residência ou visto pode acessar com mais facilidade cursos financiados pelo governo e programas locais de formação profissional.
  • Indo para estudar: alguns cursos permitem a entrada com visto de estudante, especialmente quando vinculados a instituições oficiais de ensino técnico.
  • Diretamente do Brasil: é possível iniciar a preparação ainda no Brasil, por meio de cursos online ou programas internacionais. No entanto, a maioria das formações práticas exige presença no país europeu para conclusão e inserção no mercado de trabalho.

Onde buscar oportunidades

Após a qualificação, o candidato pode utilizar plataformas oficiais como a EURES (European Employment Services), que reúne vagas em diversos países da União Europeia e facilita a conexão entre trabalhadores e empregadores.

Além disso, é recomendável acompanhar portais de formação profissional, instituições locais de ensino técnico e programas europeus que oferecem cursos voltados para áreas com escassez de mão de obra.

Especialistas recomendam que brasileiros alinhem suas habilidades às necessidades do mercado europeu e invistam em qualificação prática. Isso aumenta significativamente as chances de conseguir emprego e se estabelecer no continente.

É importante realizar os cursos em instituições que podem comprovar que possuem parcerias com estas empresas e organizações sérias e reconhecidas pela União Europeia. Para acessar o site da EfVET clique aqui

Fonte: Eures

Lucy

Mãe, nômade digital, empreendedora digital desde 2008 e web designer vivendo em Barcelona, na Espanha. Fundei o Eurobra porque sou apaixonada por conectar culturas e informar como forma de compartilhar poder e liberdade.

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