Partido de extrema direita na Espanha sonha em copiar o “modo Trump de hospitalidade” com imigrantes

A influência de Donald Trump na política global de imigração é cada vez mais evidente, especialmente entre partidos de extrema direita que buscam copiar não apenas suas medidas, mas também sua retórica. Um dos exemplos mais claros na atualidade é o partido espanhol Vox, que, à semelhança do ex-presidente norte-americano, tenta impor uma visão de mundo baseada em medidas radicais, exclusão social e uma narrativa de ameaça constante associada à imigração.

Durante seu mandato, Trump adotou políticas como:

  • Tentativa de revogar a cidadania por nascimento (jus soli);
  • Criação de campos de detenção para crianças imigrantes;
  • Construção de um muro na fronteira com o México;
  • Banimento de entrada de cidadãos de países muçulmanos;
  • Política de “tolerância zero” com separação de famílias migrantes;

Mesmo após ser barrado judicialmente, Trump consolidou um discurso em que o imigrante é visto como ameaça à segurança, à economia e à identidade nacional. Isso abriu espaço para que outros partidos pelo mundo ecoassem a mesma retórica, como: Vox (Espanha), AfD (Alternativa para a Alemanha), Rassemblement National (França),Fratelli d’Italia (Itália), PiS (Polônia), Partidos nacionalistas na Hungria e Áustria.

O perigo dessas políticas anti-imigração é que transformam casos isolados em regra, alimentando estigmas e justificando o ódio coletivo contra imigrantes que, em sua maioria, apenas buscam viver com dignidade.

O CASO DO VOX NA ESPANHA
Atualmente, o Vox não governa sozinho, mas tem poder real e crescente ao formar coalizões com o Partido Popular (PP) em governos regionais e câmaras municipais. Esse espaço institucional permite que pressione pela mudança de leis de imigração, mesmo que suas propostas sejam inconstitucionais.

O que propôs o VOX?

  • “Remigração”: expulsão de até 8 milhões de pessoas (incluindo cidadãos nascidos na Espanha de origem estrangeira);
  • Fim da cidadania por nascimento;
  • Deportações em massa e imediatas;
  • Fechamento de mesquitas e vigilância de comunidades muçulmanas;
  • Censura e perseguição a ONGs pró-migrantes.

Assim como Trump, o Vox usa eventos isolados de violência cometidos por jovens imigrantes para promover generalizações perigosas, incitando o medo e justificando políticas de repressão coletiva. Apesar do avanço institucional do Vox, suas propostas enfrentam barreiras constitucionais e jurídicas sólidas, como:

  • A Constituição Espanhola, que garante direitos básicos e o devido processo legal;
  • Tratados internacionais como a Convenção Europeia de Direitos Humanos;
  • A impossibilidade de retirar cidadania de quem nasceu na Espanha, salvo exceções graves;
  • A ilegalidade de expulsões em massa ou sem processo individual.

Mesmo assim, a ameaça é real: ao forçar o debate público com medidas extremas, o Vox tenta aplicar a chamada “janela de Overton”, deslocando o que é considerado aceitável e tornando políticas xenófobas gradualmente normalizadas.

Com o endurecimento das políticas migratórias em diversos países da Europa, especialmente em Portugal, França e Itália, muitos brasileiros têm buscado alternativas mais acessíveis e seguras para viver legalmente no continente. A Espanha surge, neste momento, como a principal porta de entrada e regularização para imigrantes brasileiros.

Embora novas medidas restritivas estejam sendo discutidas por partidos de extrema direita em vários países — inspiradas em políticas como as do ex-presidente americano Donald Trump, especialistas em direito migratório reforçam que a imigração ainda é possível. No entanto, os trâmites podem ficar mais difíceis no futuro, especialmente para quem ainda não iniciou seu processo de residência.

Um dos grandes atrativos é a possibilidade de solicitar a cidadania espanhola em apenas dois anos de residência legal e contínua, um tempo muito inferior ao exigido por outros países europeus.

A recomendação atual é clara: quem deseja emigrar para a Espanha deve iniciar os trâmites o quanto antes. O país, além de ser mais receptivo no momento, tem leis migratórias mais flexíveis para cidadãos de países ibero-americanos, como o Brasil.

Lucy

Mãe, nômade digital, empreendedora digital desde 2008 e web designer vivendo em Barcelona, na Espanha. Fundei o Eurobra porque sou apaixonada por conectar culturas e informar como forma de compartilhar poder e liberdade.

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