Portugal revoga permissão para brasileiros e CPLP e não permitirá solicitação de visto de trabalho para quem entrar como turista

Houve uma mudança significativa na política de imigração de Portugal para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Anteriormente, o governo português havia anunciado que brasileiros e cidadãos de outros países da CPLP poderiam entrar em Portugal sem visto e solicitar uma autorização de residência diretamente no país. No entanto, em 23 de junho de 2025, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou que essa medida seria suspensa. A decisão foi tomada após uma avaliação da situação, visando evitar efeitos indesejados, como uma nova versão da “manifestação de interesse” que havia sido extinta anteriormente.

Com essa mudança, a partir de agora, todos os cidadãos da CPLP que desejam residir em Portugal deverão obter um visto de residência prévio nos consulados portugueses em seus países de origem. Além disso, a candidatura à autorização de residência CPLP passará a exigir uma verificação nos sistemas de segurança. O governo também pretende concluir as renovações das autorizações de residência pendentes até 15 de outubro de 2025.

Essa alteração faz parte de um conjunto mais amplo de medidas para limitar a entrada de imigrantes em Portugal, priorizando a entrada de profissionais estrangeiros altamente qualificados. O governo também planeja intensificar a fiscalização de imigrantes, criando uma unidade específica na Polícia de Segurança Pública (PSP) para esse fim, reforçando o controle das fronteiras e acelerando o processo de afastamento do território nacional de imigrantes que não possuam documentação válida para permanecer no país.

Portanto, a política de imigração de Portugal para cidadãos da CPLP foi revista, e a possibilidade de entrar no país sem visto e solicitar residência posteriormente foi suspensa. Agora, é necessário obter um visto de residência prévio nos consulados portugueses antes de entrar em Portugal.

Lucy

Mãe, nômade digital, empreendedora digital desde 2008 e web designer vivendo em Barcelona, na Espanha. Fundei o Eurobra porque sou apaixonada por conectar culturas e informar como forma de compartilhar poder e liberdade.

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